Após madrugadas de arrastões, orla do Rio tem segurança reforçada

Corporação usou até mesmo o helicóptero para patrulhar a orla. Na segunda-feira (12) de carnaval, delegacia que atende turistas registrou, em média, três ocorrências de assalto por hora.

Por Josemar 13/02/2018 - 09:14 hs
Foto: G1
Após madrugadas de arrastões, orla do Rio tem segurança reforçada
Violência no Rio

Depois de uma série de arrastões, assaltos e agressões em duas madrugadas seguidas na orla de Ipanema e do Leblon, na Zona Sul do Rio, a Polícia Militar reforçou o policiamento da área. Na madrugada desta terça-feira (13), até mesmo o helicóptero da corporação foi usado para patrulhar a região.

Além do policiamento aéreo, a PM também implantou reforço nas ruas. A movimentação policial causou estranhamento entre os turistas.

“Quando passa um helicóptero controlando não é um bom sinal, mesmo na argentina. A gente está habituado com essa situação. Sabemos que quando acontece algo assim é melhor ir embora”, disse o professor de educação física Alejo Siri.

O policiamento ostensivo foi implantado depois de três dias seguidos de arrastões. Somente nesta segunda-feira de carnaval (12), das 8h às 16h, a Delegacia de Apoio ao Turismo da Polícia Civil do Rio de Janeiro, no Leblon, na Zona Sul, registrou 26 ocorrências - um média de três casos por hora.

Os assaltos apavoraram turistas e moradores. Nenhum policial era visto por Ipanema nas primeiras noites do carnaval. Nesta, porém, os carros da PM estavam parados em praticamente todas as esquinas da Avenida Vieira Souto.

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Mesmo com o reforço, um grupo de amigos quase foi assaltado. Os assaltantes, no entanto, fugiram quando perceberam a presença dos policiais.

“A polícia estava parada aqui já. A gente correu até eles, eles meio que de certa forma ameaçaram os ladrões e a gente ficou aqui parado até agora”, contou Alexander Gomes.

Foliões devem evitar selfies na rua, diz porta-voz da PM

Na manhã de segunda-feira (12), o porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, diante da cobrança por policiamento efetivo nas ruas da Zona Sul do Rio sugeriu que foliões evitem fazer selfies nas ruas para não serem vítimas de assaltos.

“Temos a ausência de protocolos internacionais de segurança que devem ser adotados pelos foliões: não ostentar joias, nem ficar com celular fazendo selfie no meio da multidão. Isso são recomendações que são repassadas pelas autoridades de segurança no mundo todo, em Paris, ou Estados Unidos, em Nova York, você vai receber as mesmas recomendações da força policial”, disse o major Ivan Blaz.

Questionado se de fato o que o posicionamento da PM diante dos assaltos é sugerir à população que não registre fotos nas ruas durante a folia, Blaz ratificou que sim.

“Se você vai à Torre Eiffel, há um banner eletrônico muito grande falando ‘cuidado com a carteira’, ’cuidado com o celular’. Isso não é diferente aqui no Rio de Janeiro. Infelizmente, isso é uma realidade cruel. Pedir que a pessoa não faça selfie, que registre aquele momento de festividade, é lamentável, mas infelizmente é uma realidade que vivemos”, disse.

Nos flagrantes de assaltos ocorridos na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, porém, as vítimas não parecem ostentar celulares nas mãos. Criminosos em bando atacam os pedestres e tiram os pertences que estão nos bolsos das vítimas.